'Sem política tributária com justiça social, nenhum prefeito resolverá os problemas de Salvador', defende Assis
Por David Mendes
O candidato a prefeito de Salvador pelo PSOL, Hamilton Assis, afirmou nesta segunda-feira (24) que enquanto o Município não implantar uma política tributária que faça justiça social, nenhum prefeito conseguirá arrecadar recursos suficientes para resolver todos os problemas enfrentados diariamente pelos soteropolitanos. Em entrevista nesta segunda-feira (24) ao programa Casemiro no Ar, da Rede Tudo FM 102,5, o prefeiturável defendeu a implantação do Imposto Progressivo como forma de arrecadação de recursos para os cofres públicos da cidade. “Paga mais quem ganha mais nesta cidade, principalmente quem especula e ganha mais dinheiro com os mais diversos ramos de atividades. Então, é aplicar o Imposto Progessivo, que é constitucional, legal e que não há contradição sobre o seu uso”, defendeu. Para o pessolista, outra medida que o próximo gestor terá que tomar para conseguir arrecadar mais dinheiro é suspender os incentivos fiscais concedidos a diversos setores empresariais da capital baiana. “A prefeitura tem que parar de dar incentivos fiscais para determinados setores. Conforme alguns cáculos realizados, a prefeitura já deve ter perdido cerca de R$ 1,5 bilhão com incentivos para especulação imobiliária, com o uso dos Transcons, quando poderia usar a outorga onerosa, outra forma de arrecadação que obriga a contrapartida dos grandes investidores e empreendedores da nossa cidade, para criar obras de infraestrutura na própria cidade”, criticou. Ainda segundo Assis, a dívida ativa da prefeitura saltou de R$ 3 bilhões, no início do governo João Henrique (PP), para R$ 9 bilhões este ano. “O governo não cobra nenhum por cento desta dívida de credores importantes, de grandes empresas e de investidores da nossa cidade, que poderiam estar colaborando para melhorar essa situação, colocando esses recursos nos cofres da prefeitura, onde ela direcionaria para realizar as obras de infraestrutura necessária, inclusive daria para terminar o metrô com recursos próprios. É possível fazer isso. Nós precisamos parar de fazer essa generosidade com quem ganha dinheiro nessa cidade, para devolver essa mesma generosidade para a população pobre e carente, inclusive os trabalhadores que pagam um preço muito alto para viver nesta cidade”, cobrou.
