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Servidor da Assembleia acusado de matar enteado tem revogação de prisão e deve retornar ao trabalho

Por David Mendes

Parentes da vítima pediram ao presidente Marcelo Nilo exoneração de acusado
Um agente de segurança da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), acusado de matar um jovem no bairro de São Marcos no último dia 19 de agosto, deverá retornar à sua rotina normal. Nesta quarta-feira (19), a juíza da 1ª Vara do Tribunal do Juri, Rosana Cristina Souza Passos Fragoso Modesto Chaves, revogou o pedido de prisão preventiva expedido contra Edmilson Tenório dos Santos e determinou medidas cautelares. O funcionário da Casa Legislativa, que teria assassinado a tiros o enteado Cleiton Conceição Suzart, de 24 anos, e ainda ferido a adolescente Joyce Cleice Conceição, 16, quando ambos tentavam defender a mãe, terá que manter uma distância de, no mínimo, 100 metros dos familiares da vítima e das testemunhas do crime. Além disso, não poderá manter qualquer tipo de comunicação com eles. Edmilson também está proibido de ir aos mesmos lugares frequentados pelos membros da família Suzart. Um dia após o assassinato do jovem, investigadores da 2ª Delegacia de Homicídio (DH/Central) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) montaram uma força-tarefa na tentativa de localizar e prender o acusado que, segundo parentes da vítima, não teria deixado em momento algum Salvador após cometer o crime. Mas, a busca realizada para localizá-lo não teve sucesso. No último dia 28 de agosto, parentes e amigos de Cleiton chegaram a protestar em frente à Casa Legislativa e exigiram do presidente, deputado Marcelo Nilo (PDT), a exoneração do funcionário, lotado na Assistência Militar. Contatado pela reportagem, o Departamento de Recursos Humanos (DRH) da AL-BA confirmou a ida de Tenório ao setor, nesta quarta, acompanhado de um advogado. Em entrevista ao Bahia Notícias, o chefe da repartição, coronel PM Yuri Lopes, negou que Edmilson teria retornado às suas atividadese e informou que o servidor solicitou férias remuneradas e licença-prêmio. Segundo o oficial, o DRH avalia o pedido. "Ele retornou antes de completar 30 dias da data limite, após a abertura de processo administrativo. Por conta disso, o processo está arquivado, mas os dias em que ele esteve ausente foram cortados", afirmou. Ainda segundo o chefe da segurança, o DRH ainda não se manifestou sobre as solicitações, mas, caso elas sejm negadas, Tenório terá que retornar ao trabalho. Questionado pela reportagem se o servidor teria condições, principalmente psicológicas, para reassumir o posto, mesmo seguindo todos os trâmites legais, o coronel afirmou que "neste momento, acredito que não".

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