Mário Kertész avalia 'diferença' entre governos de Dilma e Wagner
Por Juliana Almirante
O candidato a prefeito de Salvador Mário Kértesz (PMDB) afirmou, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102,5, que há uma diferença entre a presidente Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner, ambos do partido do adversário Nelson Pelegrino (PT). O postulante destacou que a mandatária já mudou mais de dez ministros e criticou as poucas alterações que o gestor estadual fez no seu secretariado. “Como você bota Domingos Leonelli no Turismo? Você bota um stalinista... Essa coisa de dividir por política não dá certo”, acusou, em conversa com o jornalista Samuel Celestino. Segundo Kertész, o democrata ACM Neto e Pelegrino protagonizam atritos que divergem do debate político da campanha eleitoral. “Eles começaram com a briga para saber quem é o pai de João Henrique, depois foram as cotas [raciais], agora é a ‘surra’[prometida por ACM Neto contra o ex-presidente Lula] e de outro lado o mensalão. Não estou interessado pela briga, mas pela cidade. A cidade não pode ficar eternamente dividida pelo PT e pelo carlismo”, avaliou o peemedebista. Com o PMDB na base do governo Dilma e Michel Temer na vice-presidência, o postulante não vê com surpresa a ausência de apoio da presidente em relação à sua campanha. Ele também lembrou que a mandatária nacional chegou a apoiar, no último pleito estadual, a candidatura do peemedebista Geddel Vieira Lima, mas decidiu ficar com Wagner às vésperas da votação. “Vejo de uma forma natural. Nunca esperei que íamos ter dois palanques [nesta eleição]”, afirmou. Durante a entrevista, Kértesz também defendeu que, se eleito, pretende resolver o problema do trânsito na cidade com alterações no movimento de carga e descarga e operações para tapar buracos, por meio de empréstimo com o BNDES. Para o candidato, é necessário que o titular da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) fique ligado diretamente ao gabinete do prefeito.
