Otto Alencar diz estar ‘perplexo’ com TWB e escritório de advocacia: ‘Foi, no mínimo, antiético’
Por Evilásio Júnior
O vice-governador Otto Alencar, secretário estadual de Infraestrutura, ficou surpreso com o “ataque” da concessionária TWB, que opera o sistema ferry boat, às duas auditorias realizadas para averiguar os serviços da empresa. Em seu entendimento, a companhia, que teve identificada a quebra de cláusulas contratuais tanto pela Fipecafi quanto pela Auditoria-Geral do Estado, em vez de buscar sanar as incorreções, tentou desqualificar as investigações técnicas. Para a empresa, o relatório que pediu a caducidade do contrato de concessão de 25 anos em pleno quinto ano de execução utilizou-se de “argumento maroto”, “trabalhos tecnicamente inconsistentes” e “crassos equívocos”. “Eu fico perplexo, até porque o diretor-geral da TWB, Reinaldo Santos, pediu audiência ao governador e disse que não teria como cumprir as obrigações, mas não causaria problema algum com o governo para deixar o serviço”, relatou Alencar. De acordo com o vice-governador, outro fato estranho no episódio foi o posicionamento do Escritório de Advocacia Floriano Manesco, que defende a operadora na causa, mas atua em prol do governo nas obras de mobilidade urbana e Arena Fonte Nova na capital baiana. “O encaminhamento feito pelo escritório não descaracteriza nada apontado pelas auditorias. O escritório defende o governo na questão do metrô e da Copa e ataca o governo com a TWB. Para mim, foi, no mínimo, antiético. Até advogado perde a razão e apela para agressão quando se vê pressionado. Agora, em momento nenhum, nem eu nem minha equipe causou nenhum tipo de transtorno à empresa. Estamos buscando aquilo que é de interesse da sociedade”, lamentou Otto Alencar. A Seinfra aguarda o posicionamento da Procuradoria-Geral (PGE) – ainda sem prazo definido – para saber qual medida adotará. A tendência é a de que o contrato seja rompido e o Estado assuma a travessia Salvador-Itaparica até que seja concluída uma nova licitação.
