Antigo líder da Revolta do Buzu, Nestor Neto diz que decisão sobre doações de empresas cabe a MK
Por Rodrigo Aguiar
Um dos antigos líderes da Revolta do Buzu, o candidato a vice de Mário Kertész, Nestor Neto, disse nesta quarta-feira (22) que não teria problemas em subir no mesmo palanque que o deputado Antonio Imbassahy, caso o tucano decida apoiar a chapa peemedebista na disputa pelo Executivo municipal. O parlamentar era o prefeito de Salvador na época em que surgiu o movimento, que reivindicava, entre outras, coisas, o não aumento da tarifa de transporte. “Imbassahy não é um inimigo. Naquela discussão, inclusive, a gente entendeu que houve sensibilidade por parte dele, que negociou e ‘peitou’ o ex-senador ACM, que determinou que tinha que bater nos estudantes. A gente considerou isso um avanço”, afirmou Nestor em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM. Ao ser questionado se aceitaria a doação de dinheiro por parte de alguma empresa de ônibus para a campanha, o peemedebista disse que tal atribuição cabe a Mário Kertész. “Essa parte é o próprio candidato que cuida. A minha parte é contribuir com a discussão e levar os problemas da população”, declarou. Segundo Nestor, não houve qualquer discussão sobre o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Setps). “Até porque há uma lei que proíbe doação de sindicatos”, destacou o vice de Kertész, que disse ser “legítimo e natural” o debate sobre doações a campanhas eleitorais. “Qualquer instituição, desde que em situação regularizada, pode doar para qualquer campanha”, afirmou.
