Voto de Lewandowski deve divergir em relação ao do relator
O voto do revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, deverá conter pontos divergentes em relação ao do seu colega de Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso, Joaquim Barbosa. Segundo apurou a Folha com pessoas próximas a Lewandowski, a tendência é que o revisor condene a maior parte dos réus, mas de uma maneira mais restrita, ou seja, sem considerar fatos classificados como criminosos pelo relator. Lewandowski apresenta seu voto nesta quarta-feira (22). Uma das diferenças deverá girar em torno dos “bônus de volume” – comissões recebidas dos meios de comunicação que veicularam anúncios publicitários – recebidos pela agência de Marcos Valério. De acordo com Barbosa, os quase R$ 3 milhões que ficaram com Valério deveriam ter ido para o Banco do Brasil, como previa um contrato. Com o entendimento de que “bônus de volume” não é a mesma coisa que “bonificação” – termo presente no contrato assinado com o BB – Lewandowski deverá defender que o chamado “bônus de volume” é um valor pago pelos meios de comunicação às agências de publicidade como uma espécie de incentivo e consiste em uma tradição de mais de 30 anos no mercado publicitário.
