Caetano critica distanciamento de Dilma na campanha: 'Espero que ela não se rete comigo'
Por David Mendes
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), criticou nesta terça-feira (21) a ausência da presidente Dilma Rousseff (PT) nos palanques dos candidatos do PT e dos partidos da base aliada nas eleições municipais deste ano. "A minha crítica à presidente Dilma é que ela tem que fazer igual a Lula e vir para a frente. Ela é a general e comandante. Ah, mas ela diz que foi eleita pela base aliada e é presidente de todos os brasileiros. Mas ela foi apoiada por uma base aliada que merece ter um retorno de apoio agora. Espero que ela não se rete comigo, mas é uma crítica construtiva”, cobrou, em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM, 102,5. O petista, que também dirige a União dos Municípios da Bahia (UPB) e ainda tem o nome na lista dos possíveis pretendentes à sucessão em 2014, garantiu que mesmo com o desgate que o governador Jaques Wagner (PT) enfrenta atualmente, ele deverá repetir a perigrinação feita em 2008 pelo interior até o dia 7 de outubro próximo. "Wagner é o maior líder da Bahia. Ele vai fazer, com sua base aliada, mais de 300 prefeitos. Teve esse problema com a greve. Obviamente, se for necessário, e se o governo achar que cometeu um erro, tem que haver uma transparência de chegar e assumir algum erro e fazer uma autocrítica, se entender que houve erro de condução. E quando se faz isso, amplia-se a credibilidade do governante", afirmou. Ainda durante o bate-papo com os jornalistas Uziel Bueno e Evilásio Júnior, o alcaide atribuiu a uma “falha” da Comunicação do próprio governo o desgaste que a greve dos professores da Rede Estadual de Ensino, que durou 115 dias, causou ao líder baiano e ao PT nas vésperas das eleições municipais. “A nossa comunicação falhou um pouco em não ter colocado mais transparentemente os dados do orçamento do governo do Estado. A arrecadação do governo da Bahia caiu e ele chegou ao seu limite por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal. Wagner colocou várias vezes que estavam nesse limite e os professores não acreditaram e não concordaram com isso. Então, a comunicação deveria ter colocado mais amplamente esses dados para a sociedade”, avaliou.
