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Debate na Aratu: Candidatos trocam farpas em perguntas entre si

Por Juliana Almirante

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O terceiro bloco do debate entre candidatos a prefeito de Salvador realizado pela TV Aratu na noite desta terça-feira (15) foi marcado novamente por perguntas entre os postulantes. Mário Kertész (PMDB) citou o questionamento do jornalista Biaggio Talento, do A Tarde, feito na parte anterior do programa, e voltou a perguntar sobre a participação dos “grandes empreiteiros” caso o candidato petista Nelson Pelegrino, que voltou a negar a interferência do setor em sua possível administração. O socialista Hamilton Assis escolheu ACM Neto (DEM) para perguntar sobre o uso de recursos na máquina pública, inclusive na contratação de terceirizados. “Onde houver excesso, vamos fazer cortes. Na minha administração não haverá cabide de emprego”, prometeu Neto. Durante a resposta, o democrata aproveitou para criticar o candidato Mário Kertész, ironizou o discurso do peemedebista e voltou a acusar a sua participação no governo João Henrique, por meio da indicação de Alberto Godilho, episódio já negado pelo próprio. Em seguida, Mário Marinho (PRB) indagou Kertész sobre suas propostas para os moradores de rua, quando os concorrentes se desentenderam. Após o candidato do PRB insinuar que o peemedebista veria alguma problema em ser referido como “bispo”, Kertész respondeu: “Não venha com golpe baixo que eu jogo duro”. Pelegrino perguntou a Marinho acerca das suas propostas para mobilidade urbana. Segundo o prefeiturável do PRB, seu desejo é o de revitalizar o trem do subúrbio, ampliar avenidas, sinaleiras inteligentes e a descentralização da Paralela e do Centro. ACM Neto fez um questionamento a Da Luz sobre a sua proposta para saúde e criticou a forma como o governo estadual petista tratou o setor. O postulante do PRTB lembrou da sua convivência com bairros mais pobres da cidade e acusou o democrata de “não ser chegado a periferia”. Da luz perguntou para Hamilton Assis perguntou sobre a experiencia de trabalhar com Nelson Pelegrino, quando foi seu assessor. “Rompemos quando o PT votou contra a reforma da Previdência”, lembrou o socialista, ao citar ainda o escândalo do mensalão. Ao fim do bloco, o apresentador Casemiro Neto afirmou que o candidato Márcio Marinho pediu direito de resposta para Kertész, mas os advogados Saul Quadros Neto e Antônio Calmon filho negaram a solicitação, por entender que não houve ofensa pessoal.

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