'São poucos casos para a quantidade de armas', diz gerente de loja de armas de fogo sobre massacres nos EUA
A facilidade de se conseguir uma arma de fogo virou tema de diversos debates recentemente por conta de dois episódios trágicos nos Estados Unidos: o de um jovem que entrou em uma sessão de cinema e atirou nos espectadores e o de um ex-militar que atirou contra adeptos do sikhismo. No entanto, para o gerente da loja de armas Magnum, de Salvador, Francisco Oliveira, 62 anos, a dificuldade em obter arma não reflete em diminuição da violência. "Na Suíça, todo cidadão tem um fuzil em casa. Então, pela quantidade de armas que existem por lá, era para ter os maiores índices de violência, mas muito pelo contrário", hipotetiza. "São poucos casos [nos EUA] para a quantidade de armas, e você sabe que se o cara quiser matar, ele mata até com caneta", completa. “Chico”, como é conhecido pela clientela, administra o estabelecimento do qual sua mulher é proprietária e acusa o governo de ter desviado a atenção da imprensa sobre o mensalão com o plebiscito sobre estatuto do desarmamento, em 2005, que teve como resultado a manutenção da legislação vigente à época. O gerente, que faz consertos de armamento de policiais e promove cursos de tiro, diz que a loja é mantida segura porque todos os funcionários usam armas. Por sinal, ele deu a entrevista armado. Confira a entrevista na íntegra na Coluna Mercado.
