Números apontam fragilidade do Corpo de Bombeiros na Bahia
Evidenciada nos últimos incêndios ocorridos na capital e no interior, a falta de estrutura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar da Bahia (CBPM-BA) apareceu mais uma vez na última segunda-feira (6), quando dois casarões históricos de Cachoeira foram atingidos por um incêndio e não havia uma unidade do Corpo de Bombeiros no município do Recôncavo. Reportagem do A Tarde revela que, em Salvador, por exemplo, os bombeiros só podem apagar chamas até o sexto andar de edifícios porque as escadas magirus, que têm entre 40 e 50 metros, estão quebradas. A declaração foi confirmada pela Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra). Outro ponto problemático é a falta de militares bombeiros. De acordo com o próprio CBPM, existem 2.082 homens em todo o estado, quase 12 mil a menos do que é recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) – um bombeiro para cada mil habitantes. Integrantes da corporação dizem também que seriam necessários pelo menos 15 grupamentos em Salvador, no lugar dos três existentes.
