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Camaçari: Justiça indefere candidatura de Tereza Giffoni, que acusa PPS de ‘manobra’; Poli rebate

Por Bárbara Souza

O pedido registro da candidatura a prefeita de Tereza Giffoni (PSDB) foi indeferido pelo juiz da 170ª Zona Eleitoral de Camaçari, César Augusto Borges de Andrade. A decisão do magistrado, que acompanhou parecer do Ministério Público Eleitoral, estende o indeferimento à candidata a vice, Iaraci Dias (PPS), e de toda a chapa de candidatos a vereador da Coligação “Camaçari Na Mão Certa”.  A realização da convenção que homologou a candidatura de Giffoni foi considerada ilegítima por envolver a participação de um suposto diretório municipal do PPS em Camaçari. De acordo com a candidata tucana, o presidente estadual do PPS, Ederval Xavier, conhecido como Poli, fez uma “manobra” ao extinguir o diretório municipal do partido “na véspera” da convenção do PSDB, realizada no dia 30 de junho último. Ederval Xavier tem outra versão sobre os fatos. Ele admite que extinguiu a instância municipal do PPS – da qual foi “nomeado presidente no dia 8 de junho” -,  mas atribui a “um pedido dos companheiros" da legenda a decisão pela extinguir o diretório. O motivo para que os correligionários fizessem tal solicitação foi, segundo Xavier, o fato de que “o diretório municipal estava em desavença, em desacordo com a linha política do partido” ao apoiar a candidatura de Tereza Giffoni.  O advogado da coligação “Camaçari Na Mão Certa” e especialista em direito eleitoral, Ernani Varjão Filho disse ao Bahia Notícias que vai entrar com “embargo de declaração” para que “o juiz explique a decisão”. Segundo ele, a sentença está “muito obscura”.

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