Rede elétrica precária coloca acervo do IGHB em risco, diz jornal
A falta recursos destinados à reforma da infraestrutura do prédio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), localizado na Piedade, coloca em risco todo o acervo histórico como manuscritos de Castro Alves, cartas de Antônio Conselheiro, autógrafos de Joana Angélica, entre outros. Segundo reportagem do A Tarde, entre os problemas principais estão a rede elétrica precária que amplia a possibilidade de curto-circuito e incêndio, necessidade de reforma do telhado do prédio, de três pavimentos e do teto. Para fazer os reparos nas instalações elétricas, serão necessários R$ 300 mil, valor que corresponde a 70% do total usado anualmente para a manutenção da sede, de acordo com o diário. Outros problemas também apontados são a falta de espaço adequado para os materiais e o mal acondicionamento em armário de madeira, que são alvos de ataques de cupins. “Agora mesmo recebemos um orçamento do marceneiro para um serviço de descupinzação, que não temos como pagar”, conta a presidente do instituto, Consuelo Pondé. O governo estadual repassa anualmente ao IGHB R$ 205 mil, outras entradas financeiras são vindas da colaboração de 200 sócios e da venda de publicações. De acordo com o secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, a conclusão do tombamento do instituto pode facilitar o acesso a financiamentos. O prédio ainda se encontra penhorado devido a uma dívida de R$ 160 mil de taxa de lixo com a prefeitura.
