Movimentos sindicais não podem pensar apenas em salário, diz secretário
A greve de funcionários de montadoras instaladas em território baiano tem preocupado o secretário estadual da Indústria e Comércio, James Correia, que admitiu sinais de fadiga entre os empresários e manifestou preocupação com os possíveis reflexos na economia do estado. A unidade da Bridgestone Firestone em Camaçari, responsável por 40% dos pneus produzidos no país, está parada há quase um mês. Com a greve, a companhia transferiu a produção para a sede localizada no ABC paulista e suspendeu todos os investimentos previstos para a Bahia. Os funcionários da Pirelli em Feira de Santana também cruzaram os braços há um mês. Para tentar solucionar o problema, o secretário informou que serão criadas câmaras setoriais em Feira e Camaçari, com a participação de representantes de entidades sindicais, governo e empresariado. O objetivo é chamar a atenção dos sindicalistas para as restrições impostas pela crise mundial, que também afeta a Bahia. “Não dá para estar em um cenário desses com movimentos sindicais que só pensam em aumento de salários. Empresários ameaçam desistir da Bahia. Essa situação reduz a nossa competitividade. A Bahia tem 75% das exportações do Nordeste e a crise está chegando”, argumentou Correia à coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde.
