Pinheiro classifica primeiro semestre como positivo para o Senado
Por Mariele Góes
O baiano Walter Pinheiro (PT), líder da legenda e do bloco de apoio ao governo no Senado, avaliou como positiva a atuação da Casa no primeiro semestre. Em coletiva nesta terça-feira (17), o parlamentar afirmou que o julgamento não foi baseado na quantidade de leis aprovadas, apesar do número ter sido expressivo. “Eu prefiro focar na qualidade. Alteramos as condições da relação entre estados e a União, no que diz respeito à questão tributária, em matérias como a da PEC do e-commerce, que trata de uma nova distribuição dos recursos do ICMS nas movimentações eletrônicas", destacou o petista. Pinheiro ressaltou também a aprovação de todas as medidas de impacto social e econômico propostas pelo governo e elogiou o desempenho dos parlamentares com o novo rito da tramitação das Medidas Provisórias, que passaram a ser analisadas em comissões mistas do Congresso Nacional. O ritmo do Senado também foi alvo de elogios do líder. “O Senado teve um semestre acelerado e, ao mesmo, tempo conviveu com a CPMI. Tocamos os trabalhos da Comissão, fizemos a nossa parte em relação ao funcionamento das comissões, com sessões ocorrendo até à noite, de segunda a sexta-feira”, exaltou. Ao refletir sobre o resto do ano, o senador afirmou que as pautas prioritárias para o segundo semestre são de grande relevância para os estados e municípios. “Vamos ter questões delicadas, com a aprovação do Orçamento de 2013 em um momento de crise internacional”, disse. Segundo Pinheiro, as mudanças nas propostas dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios, a distribuição dos recursos dos royalties do petróleo e do setores mineral e a continuidade do programa que prevê a promoção de um novo pacto federativo são outras matérias importantes para os meses que estão por vir. O parlamentar também defendeu a aplicação de um “remédio similar” ao aplicado ao ex-senador Demóstenes para o governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB), quando questionado sobre os encaminhamentos da CPMI no caso do suposto envolvimento do tucano com Carlos Cachoeira.
