Após massacre que deixou 200 mortos, governo brasileiro pressiona líder sírio
O massacre na vila de Tremseh, no norte da Síria, causou um endurecimento até então inédito na postura do governo brasileiro em relação ao líder Bashar Assad. Em nota, o Itamaraty “condenou veementemente a repressão violenta contra civis desarmados” e cobrou os compromissos assumidos com o plano de paz do enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan. Pelos menos 200 civis foram assassinados por forças regulares da Síria ou milícias leais a Assad. Este é o quinto massacre em 16 meses de crise. Alguns grupos de oposição, no entanto, estimam que o número de mortos ultrapasse a marca de 300. Segundo observadores da ONU, Assad usou helicópteros de ataque, tanques e artilharia pesada contra a vila. Em seguida, as milícias teriam ido de casa em casa para matar os moradores. Criticado pela postura cautelosa no trato com o regime sírio, o Brasil fez cobranças a Assad. “O governo brasileiro insta o governo sírio a interromper imediatamente quaisquer ações militares contra civis desarmados e a cooperar com a Missão de Supervisão das Nações Unidas na Síria (UNSMIS) permitindo-lhe acesso irrestrito aos locais conflagrados por conflitos”, diz o texto enviado pelo Itamaraty. Informações da Agência Estado.
