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Postos de saúde de Salvador fecham as portas mais cedo por medo da violência

O Sindicato dos Profissionais de Saúde da Bahia (Sindsaúde) e o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed) apontam as unidades de Ilha Amarela, Curuzu, Boa Vista do Lobato, Pau Miúdo e Itacaranha como líderes em queixas de violência contra funcionários na capital baiana. Na Unidade Básica de Saúde Ministro Alkimim, em Massaranduba, e na Unidade de Saúde da Família de Itacaranha, por exemplo, os colaboradores fecham as portas pelo menos meia hora antes do previsto com medo de recorrentes assaltos e episódios de agressão. “É o medo da violência que pode ocorrer tanto dentro do posto quanto fora. Há locais em que faltam agentes de portaria e os funcionários ficam sozinhos. Além disso, em situações extremas, os porteiros não poderão fazer muita coisa. No Subúrbio, em geral, os postos fecham antes das 17h”, conta um funcionário que não quis se identificar. O temor afasta médicos e enfermeiros dos postos situados em áreas de risco, mesmo com o pagamento da Gratificação de Periferia, que corresponde a 10% do salário base. Para os presidentes do Sindsaúde, Inalba Fontenelle, e do Sindmed, Francisco Magalhães, o benefício não resolve o problema. “O pagamento dessa gratificação não compensa e nem justifica que o servidor corra um risco maior. Tivemos pessoas que foram sequestradas, tiveram objetos e carros roubados. São várias ocorrências, além de tentativas de agressões físicas e verbais por parte, inclusive, de pacientes. As unidades são alvos fáceis”, lamentou Fontenelle em entrevista ao jornal Correio.

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