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Caso Colombiano: Houve excessos na divulgação de informações sobre dono da Mastermed, diz advogado

Por José Marques / Evilásio Júnior

'César não foi denunciado', afirma Gamil | Foto: Tiago Melo / BN

O advogado do suspeito de ser o mandante da morte do sindicalista Paulo Colombiano e de sua mulher, Catarina Galindo, considerou que houve “algum grau de excesso” na divulgação de informações pessoais sobre o investigado, o proprietário da empresa Mastermed, César Santana, como fotografias e endereço, no dia em que ocorreram prisões temporárias relacionadas ao caso. “Não atribuo esses excessos à polícia, eu não sei de quem eles partiram, mas é algo que preocupa em relação a essas atuações que têm acontecido”, afirmou o defensor, o criminalista Gamil Föppel, em entrevista ao Bahia Notícias. A prisão de Santana e de mais quatro pessoas – inclusive o seu irmão, Cássio Santana, suposto comparsa na ação – ocorreu em 17 de maio, quase dois anos depois da morte de Colombiano. Segundo a Polícia Civil, o então tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários teria descoberto irregularidades no pagamento do plano de saúde fornecido aos trabalhadores, que ficava sob responsabilidade da Mastermed. Para o próprio secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, "a participação do dono da Mastermed está devidamente comprovada". No entanto, o empresário teve o pedido de prisão revogado no dia 6 de junho (ver aqui e aqui). De acordo com Föppel, o Tribunal de Justiça foi unânime em fulminar a prisão porque entendeu que ela era ilegal. “César não foi denunciado por nada. Existe um inquérito policial em curso e a maior prova de que não há provas contra ele é que foi decretada uma prisão temporária. Para que serve uma prisão temporária? É uma prisão para a investigação. Se provas robustas e concretas houvesse contra ele, não teria havido uma prisão temporária”, argumentou. Ele diz que, embora seu cliente não deva ser blindado de investigação, "não deve ser tratado de forma melhor ou pior que ninguém porque é empresário". "É importante que não se inverta a ordem das coisas. A Constituição assegura a presunção de inocência para todas as pessoas", pontua.  O advogado aguarda as conclusões do inquérito policial para saber quais medidas tomará em relação ao caso. Ele garante que o empresário continuará à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Para o defensor, a prisão temporária foi “absolutamente desnecessária” porque “as perguntas que foram feitas a César teriam sido respondidas da mesma forma se solto estivesse”. “Ele não esta proibido de ir para qualquer lugar, mas, logicamente, neste momento ele tem todo o interesse de cooperar e não vai viajar para qualquer lugar, até para que ninguém pense que ele vai fugir. Muito pelo contrário, ele está, como sempre esteve, à disposição das autoridades constituídas para que se façam os esclarecimentos necessários, porque ninguém passou a ter mais interesse nessa investigação do que ele”, assegurou.

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