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Dois de Julho: Estudantes da Ufba em greve dizem que adesão é de 80%

Por Patrícia Conceição/ Juliana Almirante

Alunos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que aderiram à greve estudantil também estavam presentes em meio aos protestos que marcaram o cortejo do Dois de Julho, com saída no Largo da Lapinha, nesta segunda (2). Discentes de vários cursos de graduação se reuniram para mostrar as pautas de reivindicação do movimento. Segundo Wanderson Pimenta, estudante de Direito que integra o comando de greve e também é coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE), é estimado que 80% da unidades estão com estudantes paralisados desde o dia 6 de junho. O estudante aponta três reivindicações estudantis que motivaram a paralisação. De acordo com ele, o primeiro é assistência estudantil, que enfrentaria problemas. O segundo é a discussão sobre a contratação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitales (EBSERH) para administrar o Hospital das Clínicas, mantido pela Ufba. Pimenta reclama que um possível contrato com a EBSERH, empresa pública que administra os hospitais universitários, pode ferir a autonomia da universidade e precarizar os serviços. “O que a gente quer é barrar a ideia no Conselho Universitário”, defendeu. Já o terceiro pilar é o de pesquisa, ensino e extensão, que também precisa de melhorias. O líder estudantil disse que o Dois de julho é um espaço histórico de luta e os estudantes tem obrigação de estar aqui. “Para apresentar suas reivindicações, dialogar com a sociedade. Até porque é essa sociedade que sustenta a universidade”, justificou. Segundo ele, o protesto é uma forma de aproximar os estudantes da sociedade, que aparentam muitas vezes estar em isolamento. 

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