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'É preciso enfrentar as máfias da cidade', alega Hilton Coelho

Por Aparecido Silva

Foto: Betto Jr. / Ag. Haack / Bahia Notícias
Dono de um jingle que marcou as últimas eleições municipais, Hilton Coelho (PSOL), ou como é conhecido popularmente, Hilton 50, será candidato a vereador desta vez. Em conversa com o Bahia Notícias, o socialista falou do planejamento de campanha. “Em 2010, tive mais de 20 mil votos para deputado com uma campanha que não teve uma placa espalhada pela cidade, apenas com panfletos, e vai ser nessa perspectiva novamente, escassa de material, mas rica de ideias e dedicação das pessoas”, projetou. Perguntado sobre o que motivou a mudança de objetivo nestas eleições, para ser pretendente ao Legislativo e não ao Executivo, como em 2008, Hilton foi rápido: “entendemos que é preciso enfrentar as máfias da cidade”. “A nossa leitura foi a de que precisávamos ter alguém com densidade eleitoral para que a coligação pudesse eleger uma bancada. Também temos as candidaturas significativas para vereador dos colegas Marcos Mendes e Sandro Santa Bárbara. Vai ser preciso ter um mandato muito incisivo e que ao mesmo tempo se articule com os movimentos sociais e a sociedade civil organizada para que ela possa reagir diante dos desmandos de Salvador”, relatou. De olho na Câmara, Hilton apontou que “a cidade se tornou um território de negociata fácil, um balcão de negócios”. “Quem pagar, faz o que quer com a ocupação imobiliária, com a orla, com o transporte público, e até mata, como aconteceu com o servidor Neylton”, acusou. Como a maior parte dos colegas da aliança PSOL-PSTU-PCB, o socialista criticou, durante seu discurso na convenção da coligação, a formação de chapas com integrantes negros para o posto de vice. “É uma tentativa de maquiar a realidade”, decretou.

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