Em tom inflamado, Geddel apresenta Mário Kertész como ‘terceira via’
Por Rodrigo Aguiar / Evilásio Júnior
O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, foi o primeiro a discursar na convenção de homologação da candidatura do radialista Mário Kertész a prefeito de Salvador. Em tom inflamado, ele apresentou o seu partido como “a terceira via” nas eleições deste ano, em referência à polarização entre ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT). "De um lado, teremos candidato do PT dizendo que tem que ser da turma [da presidente Dilma Rousseff e do governador Jaques Wagner]. Se fosse verdade, seriamos um oásis de desenvolvimento. Do outro, o candidato democrata com a história do seu grupo político, dizendo que não é preciso [ser da turma]. Claro que é preciso ter boa relação com o governo federal, mas não precisa ser subserviente", pontuou o peemedebista. Geddel ainda procurou se distanciar do segundo ano de mandato do prefeito João Henrique, eleito em 2008 pela sigla. "Ajudei sim a eleger o atual prefeito. O que essa cidade teve de bom tinha a nossa marca", avaliou, ao se referir à gestão do ex-secretário municipal de Saúde, José Carlos Brito, e às obras na Avenida Vasco da Gama e Vale do Canela. Já o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, disse que não quer fazer propaganda, mas aposta na eleição de Geddel para governador em 2014. Para tanto, em sua avaliação, seria necessária a vitória de Kertész na capital baiana. O senador Valdir Raupp (RO) – presidente nacional do PMDB – também teceu elogios durante seu discurso. Ao chamar Geddel de “combativo”, ele exaltou a articulação feita pela legenda e decretou que "cada candidato a vereador vale por dez". Raupp chamou a chapa de “bonita” e declarou que já a enxerga eleita. Segundo o parlamentar, não faltará apoio a MK tanto durante campanha quanto para governar. "Candidato precisa cair em duas graças: de Deus e do povo", comparou. Entre as figuras presentes ao evento estão o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, o senador Roberto Requião (PR), o deputado federal Eduardo Cunha (RJ), além de deputados estaduais, vereadores e candidatos à Câmara este ano.
