Rede Bahia nega comercialização de entrevista sobre greve com a APLB
A Rede Bahia negou, em nota ao Bahia Notícias, a negociação de entrevistas com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e repudiou a atitude do presidente da entidade, Rui Oliveira, que levantou a possibilidade de interferência política na grade publicitária e editorial da emissora. No comunicado, a empresa explica que a comercialização dos espaços publicitários é vinculada ao departamento comercial, “que negocia os valores de acordo com regras que são conhecidas e amplamente divulgadas para o mercado”, e nega a relação entre o departamento comercial e o departamento jornalístico da TV, que “funcionam separadamente, orientados por princípios próprios”. A TV Bahia alega que o funcionário de prenome Ribamar, apontado pela APLB como o publicitário responsável por intermediar a negociação, não pertence aos quadros da companhia. “Trata-se de um corretor de mídia que esteve no departamento comercial da emissora, na condição de preposto da APLB, onde comprou, em nome da mesma, inserções comerciais nos intervalos dos programas por ele solicitados e de acordo com a disponibilidade”, diz a nota. Na assembleia que definiu a continuidade da greve dos professores, Rui Oliveira acusou o deputado Paulo Azi (DEM) de oferecer ao sindicato a veiculação de informe publicitário e entrevista na TV Bahia pelo valor de R$ 30 mil. Em seguida, por meio do funcionário identificado como Ribamar, a APLB teria negociado a exibição das peças, que não foram exibidas no dia previsto.
