Graal diz que decisão da ministra do STJ não suspende ou adia audiência de conciliação com Kieppe
A Graal, holding da Odebrecht ligada à família Gradin, divulgou nota nesta quarta-feira (20) em que afirma que a decisão da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Isabel Galotti, em admitir recurso especial interposto pela Kieppe, majoritária em ações da família Odebrecht, não suspende ou adia audiência de conciliação entre as partes, requerida pela Graal. “Além disso, a referida decisão não significa qualquer exame de mérito e limita-se a tramitação do recurso especial interposto por Kieppe, que em decisão proferida pelo TJ-BA [Tribunal de Justiça da Bahia] havia inadmitido mais uma tentativa protelatória da Kieppe”, diz o comunicado. De acordo com a Graal, o provimento ao agravo não representa julgamento da causa ou do recurso especial e “não é verdade que a Kieppe esteja tentando acelerar a resolução do litígio” que, segundo a holding, a Kieppe teria deflagrado “ao tentar expropriar as ações do Grupo Odebrecht de propriedade da Graal e ao recusar a submissão da controvérsia via arbitragem contratada e explicitada no acordo de acionistas que vincula as partes”. “Ao contrário, a Kieppe operou sempre com vistas a frustrar a realização da audiência em que a questão será decidida (...). O acórdão do Tribunal de Justiça da Bahia é muito claro ao explicitar que quaisquer decisão acerca da via judicial ou extrajudicial (mediação ou arbitragem) que será adotada para resolução da disputa entre Kieppe e Graal deve ser emanada pela justiça da Bahia em audiência marcada para o dia 31 de julho”, conclui o infomativo.
