Ilê Ayiê lamenta prejuízos da greve dos professores para juventude negra
O Ilê Ayiê comentou, por meio de nota assinada pelo presidente da entidade, Antonio Carlos dos Santos, o Vovô, a greve dos professores da rede estadual que completa 65 dias nesta quarta-feira (14). Apesar de mostrar solidariedade “irrestrita” com o movimento, que busca melhorias para a classe, lamenta os prejuízos dos alunos da rede pública de ensino que, em sua maioria, são negros e pobres e não poderiam ser afetados negativamente com o impasse. “Mais de um milhão de estudantes sem aula. Desse montante, que é composto majoritariamente por negros, mais de 100 mil alunos do 3º ano que, possivelmente, serão candidatos às cotas, estão com sua preparação para o Enem e para os vestibulares comprometida”, diz o comunicado. “Como militante do movimento negro, não nos cabe discutir o mérito entre as posições específicas do governo e do sindicato, mas a educação é um dos principais pilares para transformação política e social e é responsabilidade de todos garantir esse direito à população”, justifica. O presidente do Olodum, João Jorge, também se manifestou a favor do fim da greve e destacou os prejuízos da juventude negra.
