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Paulo Magalhães chama Geraldo Júnior de 'puxa-saco' e ouve que 'ciúme de homem é pior que de mulher'

Por Rodrigo Aguiar

Uma obra de ampliação do Hospital Português foi motivo para um acalorado bate-boca entre os vereadores Paulo Magalhães Jr. (PSC) e Geraldo Júnior (PTN) na tarde desta quarta-feira (13) na Câmara Municipal de Salvador. A troca de amabilidades começou quando Magalhães sugeriu em discurso no plenário que o seu colega de Legislativo bajulava o Executivo e, em função disso, estaria próximo de conseguir uma liberação da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) para uma obra embargada no centro médico. A intervenção foi proibida por um parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM) por não seguir determinações da Lei de Ordenamento do Uso do Solo (Louos). “Vários vereadores tentaram a revisão do parecer da Procuradoria e nenhum conseguiu. O vereador Geraldo Júnior aparece e, de forma incrível, diz que resolveu o problema. O vereador Geraldo está atuando como o chefe da Casa Civil, atropelando inclusive a autoridade do líder Téo Senna. Quer dizer: para uns, tudo; para outros, o rigor da lei. Os outros vereadores não podem ser maltratados por não serem puxa-sacos”, provocou Magalhães. Em resposta, Geraldo disse que o colega deveria estar “desesperado” com a proximidade das eleições e que só não o interpelaria judicialmente por terem uma relação pessoal. Em seguida, afirmou que “ciúme de homem é pior que ciúme de mulher”.

Depois disso, o tom da discussão ficou mais ríspido. O social-cristão acusou o trabalhista de “querer engrossar o pescoço” e mencionou sua “votação mísera”. “Vossa Excelência chegou aqui quase sem voto nenhum. Deixe de puxar o saco e vá trabalhar”, completou. Geraldo ainda tentou amenizar o clima e disse que sua admiração pelo outro edil não seria “rasgada”. “Considerava Vossa Excelência um amigo”, acrescentou. Diante das negativas de Magalhães, que balançava a cabeça em sinal de negação, o presidente municipal do PTN sentenciou: “Eu o desafio nas urnas”. Durante a discussão, boa parte dos vereadores comemorava cada réplica ou tréplica. Em entrevista ao Bahia Notícias, Geraldo disse que a obra no Português está parada e que havia uma audiência agendada entre representantes da Sucom e do hospital para discutir uma possível modificação na Louos. “O parecer da PGM não foi alterado. Por ter uma relação com alguns conselheiros do hospital, eu tentei ajudar na questão. O superintendente Cláudio Silva [da Sucom] fez uma visita ao local, mas ainda haverá uma reunião para tratar do assunto”, minimizou.

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