Apub acusa comando de greve de usar nome do sindicato para 'confundir' professores da Ufba
Por Patrícia Conceição
Enquanto o comando de greve na Universidade Federal da Bahia (Ufba) tenta o reconhecimento do movimento deflagrado em assembleia, a Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) reafirma, com base no referendo realizado na semana passada, que não há paralisação na instituição. “Nosso estatuto prevê a realização do referendo e quem ganhou foi a não greve. A gente não decretou greve porque a maioria dos professores não quis o movimento. Nós não vamos contra a maioria”, defendeu Elvira Cortes, diretora da entidade. O sindicato é filiado ao Proifes Federação, que anunciou a retomada da negociação sobre a reestruturação da carreira docente com o Ministério da Educação (MEC). “Não achamos conveniente decretar greve no momento em que o Proifes negocia com o governo. Somente depois da reunião, marcada para o dia 15, iremos reavaliar a situação”, explicou. Além de não reconhecer a paralisação como legítima, a Apub acusa integrantes do comando de greve de “tentar confundir” os professores. “Esse comando de greve está usando o nome do nosso sindicato para confundir os professores. Acho isso desagradável, deselegante e eticamente incorreto. [...] A finalidade deles é confundir e a nossa é esclarecer”, diz Elvira. Ainda de acordo com a Apub, não há números precisos quanto à extensão do movimento e a adesão das unidades, mas em cursos como Medicina, Direito e Administração as aulas ocorrem normalmente.
