Presidente do Olodum defende fim da greve de professores; APLB manterá movimento até nova proposta do governo
Por Juliana Almirante / Patrícia Conceição
No dia em que a greve dos professores da rede estadual de ensino completa 59 dias, sexta-feira (8), o presidente do Olodum, João Jorge, destacou os prejuízos da juventude negra, principalmente os alunos que cursam o terceiro ano do Ensino Médio, com a manutenção da greve dos docentes. Apesar de defender a legitimidade da paralisação, ele clama pela resolução do impasse o quanto antes. “A comunidade negra, que é a maior parte da escola pública, é atendida por uma rede que já tem problemas. [...] É óbvio que os alunos que podem entrar na universidade com cotas são prejudicados. É a hora de sentar governo e APLB e resolver a situação”, avaliou em entrevista ao Bahia Notícias. Jorge argumenta que o movimento negro é solidário à campanha da categoria, enquanto meio de desenvolver e ajudar a educação pública, mas aponta a extensão da greve como o principal problema. “Como é longa, ela perde o sentido politicamente”, pondera.
