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Relatório aponta que 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado no mundo

Quase 21 milhões de pessoas em todo o mundo são obrigadas a trabalhar contra sua vontade, pressionadas por empregadores que, em muitos casos, fazem ameaçam com dívidas, retenção de documentos, denúncias para departamentos de imigração e até violência física. Os dados foram apresentados pelo relatório “Estimativa Global de Trabalho Forçado”, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e divulgado nesta sexta-feira (1º). A maior parte das vítimas está na economia privada (90%) e apenas 10% são exploradas pelo Estado. Do número total de pessoas obrigadas a trabalhar contra vontade, 26% (5,5 milhões) são crianças. Por sexo, as mulheres e as meninas representam 55% (11,4 milhões). Em relação ao Brasil, um relatório complementar lembra que o país iniciou em 2002, em colaboração com a OIT, diversos programas para combater o trabalho forçado. Segundo a diretora do Programa Especial da OIT para Combate ao Trabalho Forçado, Beate Andrees, muitos países vizinhos “se esforçam para aprender com a experiência brasileira”. Informações do jornal Folha de São Paulo.

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