Médicos prometem ocupar o Congresso em protesto contra MP
Representantes do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e da Associação Baiana de Medicina pretendem aderir à ocupação do Congresso Nacional, ato que deve reunir profissionais do setor de vários estados brasileiros nos dias 5 e 6 de junho. A mobilização da categoria é contra os artigos da Medida Provisória 568/12 que reduzem em 50% os vencimentos de médicos e veterinários lotados no Executivo federal, além de diminuir também os adicionais de periculosidade e insalubridade da classe. A medida que está em tramitação na Câmara dos Deputados ainda trata de alterações em planos de carreira, tabelas salariais e beneficia aproximadamente 15 categorias em diversos órgãos públicos. No entanto, os médicos reclamam do estabelecimento da jornada de 20 horas e proposição da adoção de uma tabela de 40 horas com os mesmos valores da tabela de 20 horas hoje em vigor. Com isso, os médicos terão seus salários reduzidos em 50%. A medida causou estranheza à deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), que aponta os governos de Lula e Dilma de poucas greves, por conta da “permanente mesa de negociação” estabelecida. “Essa medida provisória entra num descompasso muito grande em relação a esse equilíbrio que se estava conseguindo de alguma forma”, lamentou a parlamentar. Para o presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, “Existe um índice muito alto de indignação e a indignação pode levar a uma radicalização, como uma greve, uma paralisação, inclusive de setores prioritários. O processo vai depender de como o Congresso Nacional vai reagir”. Antes da ida a Brasília, os médicos baianos devem fazer uma manifestação em Salvador para alertar a população sobre os riscos que a MP pode acarretar no sistema público de saúde.
