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Congresso: Oposição pedirá que Lula seja investigado; aliados saem em defesa

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A denúncia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria sugerido ao ministro  do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes o adiamento do julgamento do “mensalão” em troca de “proteção” nas investigações da CPI do Cachoeira, foi o assunto do dia no Congresso Nacional. Nesta segunda-feira (28), senadores da base aliada e da oposição debateram na tribuna do Senado o possível pedido. O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), disse que o petista tentou estabelecer um “cerco sobre o STF e a CPI” e que ele protagonizou uma “tentativa patética de chantagear e cooptar” um ministro do STF. Por sua vez, o senador Jorge Viana (PT-AC), defendeu o ex-mandatário ao afirmar que ele sempre “respeitou as instituições” ao longo dos oito anos em que governou o país. O petista declarou ainda que irá protocolar um requerimento com um pedido a Procuradoria-Geral da República que investigue Lula. O PSDB se reuniu na tarde desta segunda para elaborar o requerimento e discutir outras providências. Já na Câmara Federal, coube ao líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), defender o ex-líder nacional. Em entrevista à imprensa, o parlamentar afirmou não acreditar que Lula tenha proposto ao magistrado que ajudasse no adiamento do julgamento do "mensalão". O deputado disse ainda que Lula não se manifestou sobre o caso porque não quer "interferir" no Judiciário. Para ele, a intenção de alguns adversários do PSDB de convocar Lula é uma prova de que a oposição "continua uma barata tonta".

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