Ademi aciona Coelba na Justiça por ‘cobranças exorbitantes’; Construtora chegou a pagar R$ 1,4 mi por instalação
Por Evilásio Júnior
A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA) ingressou com uma ação na 7ª Vara Cível, nesta terça-feira (17), contra a Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), que, na mesma data, promoveu o reajuste de 6,15% a 7,36% nas faturas dos seus clientes. No entendimento da entidade, a empresa promove “cobrança de valores exorbitantes que extrapolam os limites impostos pela regulação da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]”. Conforme o advogado Ricardo Alpire sócio do escritorio Luduvice, Cal & Alpire e Garcie & Gondim, que defende a Ademi, a medida foi fundamentada no artigo 14 da Lei 9.427, de 1996, que estabelece “a contraprestação pela execução do serviço [de energia], paga pelo consumidor final com tarifas baseadas no serviço pelo preço”. “A Coelba, além de não ressarcir o valor, cobra uma tarifa aleatória sem respeitar os limites estabelecidos pela Aneel. Qualquer participação financeira do consumidor em redes de distribuição só pode contribuir com o montante que a legislação permite. Mesmo assim, teria que ser objeto de devolução, tal cobrança afeta diretamente os consumidores”, argumentou o causídico, em entrevista ao Bahia Notícias.
