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Greve de professores: Secretário não acredita em motivações eleitoreiras

Por Patrícia Conceição

O secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto, pego de surpresa pelo anúncio de greve dos professores da rede estadual de ensino, não acredita que o movimento deflagrado pela APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) esconda motivações eleitoreiras. A entidade é comandada pelo PCdoB, partido que apesar de integrar a base governista não anda muito afinado com o PT, principalmente quando o assunto é o pleito municipal de outubro. O próprio presidente da APLB, Rui Oliveira, é pré-candidato a vereador. “Eu não gostaria de acreditar nessa versão e não tenho motivos ainda para isso. [...] É difícil para mim fazer uma avaliação nessa direção, seria também leviano afirmar qualquer coisa em torno de motivação política. Evidentemente que toda greve – isso eu aprendi desde sempre nos livros de ciência política e observando os movimentos sociais – tem também motivação política de algum tipo”, ponderou em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5, nesta quinta-feira (12). Em meio ao turbilhão de problemas gerados pela greve no estado, Barreto convive ainda com rumores sobre sua indicação para assumir a Secretaria da Fazenda (Sefaz), após a saída de Carlos Martins da pasta. Apesar das notícias de bastidores, ele negou ter recebido o convite e evitou comentar a possibilidade de assumir o comando da Sefaz. “Eu não trabalho com hipóteses, até para não gastar energias. Minha energia está toda dedicada à educação, então eu não vou ficar fazendo conjecturas. [...] Não tive nenhum convite, o governador não tocou no assunto comigo. Eu continuo na Secretaria de Educação e nós temos um problema sério aí para resolver. Não existe nada, além do que a imprensa tem veiculado”, sentenciou o economista.

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