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Filho de Médici chama ditadura de 'revolução' e diz que Comissão da Verdade é 'caolha'

O filho do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), Roberto Médici, classificou o pai como um “homem de iniciativa” e chamou a Comissão da Verdade de “caolha”. O colegiado tem o objetivo de esclarecer situações de violação aos direitos humanos, como tortura, morte e ocultação de cadáveres, ocorridas entre 1964 e 1988. Aos 79 anos, o professor universitário aposentado reclamou que a maioria da população lembra do governo do pai de forma negativa e cobrou a necessidade de “perdão” ao regime militar instalado em 1964. “O Brasil é um país de revoluções, mas em cada uma surgia perdão, foi assim em todas. 1964 foi a revolução que foi feita e em que não se fala em perdão”, afirmou. No vocabulário de Roberto, o termo “revolução” é usado em referência à ditadura, assim como os guerrilheiros são chamados de “terroristas”. O governo Médici ficou conhecido como o período de maior repressão à esquerda durante o período ditatorial. Informações do jornal Folha de São Paulo.

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