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'Se for cumprir a regra, Aguinaldo terá que tocar com a banda dele em outro terreiro', dispara Pinheiro

Por Patrícia Conceição

O senador Walter Pinheiro (PT) teceu duras críticas ao ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), acusado de usar dinheiro público para pagar tratamento médico na época em que era deputado estadual na Paraíba, além de participar de um suposto esquema de cobrança de propina e indícios de superfaturamento na licitação do programa Jampa Digital, que transformaria João Pessoa na primeira capital digital do país. “Não estou pedindo a demissão dele, até porque quem demite é quem nomeia, mas essa situação coloca a presidente em um patamar de ter que cumprir literalmente o que fez antes. Ou seja, se for cumprir a regra, Aguinaldo terá que tocar com a banda dele em outro terreiro”, disparou, em entrevista ao jornalista Samuel Celestino, no programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102.5, nesta segunda-feira (26). Para o petista, a mesma pressão exercida pelo PP para tirar Mário Negromonte do cargo deveria ser direcionada agora ao atual ministro. “É bom lembrar que essa turma fez uma guerra contra Mário Negromonte, inventaram um bocado de coisa contra ele e não conseguiram provar nada. Agora, esse mesmo sujeito que encabeçou um movimento para tirar Mário, vira ministro e aparece com essa folha corrida. Aí é Satanás pregando quaresma”, avaliou, indignado. A guerra interna no PP pela pasta das Cidades e a crise na base aliada do governo levou o senador a criticar o que ele considera um “leilão de ocupação de espaço” em Brasília. “É natural que os partidos participem de uma gestão, mas cotizar o espaço exclusivamente a partir de uma legenda é um erro brutal. [...] Isso coloca o projeto político em dificuldade e deixa a presidente em uma situação difícil”, disse. Pinheiro acredita que uma das principais tarefas da presidente a partir de agora será “acabar com o desvirtuamento das relações políticas”, determinação que, segundo ele, Dilma deve colocar em prática já no retorno da viagem para a Índia.

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