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Carmo: Vítimas de incêndio estão sem auxílio moradia

O subsecretário municipal da Defesa Civil (Codesal), Osnyr Bonfim, informou neste sábado (3) que a área onde oito casas foram incendiadas no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, no Centro de Salvador, é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e não tem mais condições de ser habitada. “Não há segurança para eles. É um local muito íngreme e de grande risco geológico. Essas pessoas não deveriam estar aqui”, explicou em entrevista ao Correio 24 Horas. No espaço, há quatro meses, parte de uma encosta cedeu e engoliu uma residência. Para Carlos Rodrigues de Machado, de 45 anos, que relatou ser vítima dos dois acidentes últimos acidentes, morar na invasão não é uma questão de escolha. “Primeiro tive que sair de casa porque a Defesa Civil condenou o local onde eu morava depois do deslizamento. Prometeram um auxílio-aluguel, mas até hoje não recebi nada. Fiz um novo barraco aí embaixo e ele pegou fogo. Não tenho mais nada. Só meus documentos. Dormi ontem na rua e estou sem comer até agora. Para onde eu vou?”, lamentou. A Codesal e a Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad) estiveram no local na manhã deste sábado para avaliar o problema, mas ainda não sabem quantas pessoas estão desabrigadas pela tragédia e o que provocou o incêndio. De acordo com a Setad, a legislação municipal não prevê o auxílio emergencial de R$ 150 por três meses para vítimas de incêndio. O benefício é dado para quem perder a moradia por causa das chuvas.

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