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Disputas internas dentro do PT também são relatadas em livro

Por David Mendes

Deputado Joseildo Ramos foi o responsável pelo encontro |Foto: Andrei Amós
No livro “A Privataria Tucana”, que trata do processos de privatização ocorridos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o autor Amaury Ribeiro Júnior reservou algumas páginas para relatar episódios que retratam as brigas internas também dentro do PT, durante o processo eleitoral que elegeu a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao Bahia Notícias, o jornalista relatou os fatos: “Havia uma briga pela disputa de espaço, quando setores do PT plantaram dados do setor de inteligência na Revista Veja. Mas, todo esse processo já está sendo esclarecido, tanto é que uma parte já foi demitida, como o ex-ministro (Antonio) Palocci, que era ligado a esse grupo. A outra parte está ligada agora ao desvio de merenda (escolar), que são pessoas próximas ao presidente Rui Falcão. Essas pessoas estão sendo desmoralizadas por conta própria, isso acontece, e o livro também mostra isso", explicou. Para o escritor, que garantiu que não pretende ingressar na vida pública, o capítulo mostra, principalmente, a realidade dos bastidores de uma eleição presidencial. “Muitas vezes a briga interna é maior do que a briga de adversários”, afirmou. Para o deputado estadual Joseildo Ramos (PT), responsável pela realização da Sessão Especial na Assembleia Legislativa da Bahia, que discutiu nesta quinta-feira (1º) a publicação, sempre haverá essas disputas políticas entre os petistas. "Na história política do nosso partido, nós convivemos com essas contradições internas que não vão parar por aqui. Esconder para de baixo do tapete não resolve e não qualifica o processo. O PT tem expurgar os seus problemas internos e externos para que tenha vida. Então, é o meu papel como petista lançar luzes sobre essas questões", disse, em entrevista ao BN. Na avaliação do petista, o livro, mesmo que aponta problemas dentro do PT, é um "relatório bem feito". "A verdade é pétrea e, na hora que você tem, inclusive, a comprovação que todas as informações foram obtidas por meio lícitos, através de documentos públicos, através de uma ação de exceção da verdade, ou seja, ele se coloca na condição de não ser alcançado pela Justiça, porque o que ele disse, efetivamente, ele acaba de provar. Eu fico muito à vontade no plano político por levantar essa questão, e o parlamento não pode passar ao largo de uma situação tão importante como essa. Isso é um processo que cabe a qualquer petista que se respeita e, aquele que meteu a mão na massa de forma equivocada que 'se lixe', e que preste contas, inclusive, ao próprio partido", defendeu.

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