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Gilberto José nega ter afirmado que JH resiste em pagar dívida com o Aristides Maltez

O secretário de Saúde de Salvador, Gilberto José, negou ter afirmado que o prefeito João Henrique (PP) resistiria em efetuar repasses para o Hospital Aristides Maltez. A acusação partiu do presidente da Liga Bahiana contra o Câncer, Aristides Maltez Filho, em entrevista nesta quinta-feira (1º) ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5. “Ele disse que levaria pessoalmente ao prefeito João Henrique Carneiro e que ele, o prefeito, é quem estaria resistindo a pagar”, disse o gestor da unidade médica, que ainda apontou a gestão municipal como responsável por reter os recursos para serem utilizados futuramente nas eleições. O chefe da pasta afirmou que irá continuar a tratar a questão "de forma equilibrada, serena e sensível, com respeito a todos os envolvidos, especialmente os usuários do SUS, e repudiando as agressões pessoais". “Desde que assumi a Secretaria municipal de Saúde, o prefeito tem me dado carta branca para gerir a SMS, motivo pelo qual jamais transferi as responsabilidades que me foram delegadas na condição de gestor. É em vão qualquer tentativa de provocar intrigas entre nós, até porque, João Henrique sempre me apoiou nos momentos difíceis. A maior prova disso, é que esteve comigo em Brasília pleiteando a recomposição do teto de média e alta Complexidade cuja verba, em todo o país, é oriunda do Ministério da Saúde”, disse José, em nota enviada ao Bahia Notícias. Segundo ele, sem a assinatura do novo convênio, no valor de R$ 5,7 milhões, não é possível fazer o pagamento ao Aristides Maltez, uma vez que não há um instrumento legal entre as partes, exigido pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Gilberto José garantiu que assim que o novo convênio for assinado o repasse mensal voltará a ser feito normalmente. “Lamento ter sido mal interpretado quando pedi paciência para resolver a questão, porque estamos determinados, tanto em garantir o repasse do pactuado quanto em buscar a recomposição do teto para garantir o incremento no convênio, reivindicado pela instituição, no valor de R$ 2 milhões. A regularização do teto de média e alta complexidade beneficiará todas as outras filantrópicas que também prestam relevantes serviços à população”, argumentou.

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