Greve da PM: Mais dez militares participantes do movimento são presos; número de detidos chega a 15
Já chega a 15 o número de pessoas presas após participarem do movimento grevista de policiais militares baianos. Segundo matéria do jornal A Tarde, entre a segunda-feira passada (6) e a manhã de terça (14), mais dez integrantes do grupo foram detidos. Um deles é o cabo Jeoás Nascimento, vice-presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra), que se entregou ao comando da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, em Natal, onde exercia função. Além dele, nove soldados tiveram cumpridos mandados de prisão, segundo o capitão Marcelo Pita, do Departamento de Comunicação da PM. Fábio Alves de Oliveira, Flávio Rogério de Souza, Fábio Dourado, Jaílson Eça Brito, Robson Francisco Santana e Valquer Cerqueira foram presos em Ilhéus. Em Feira de Santana, foram detidos Alexandre Gabriel Carvalho e a soldado Aretuza Pereira dos Santos, além de Gilvan Souza Santana, lotado em Jequié. Todos estão na Coordenadoria de Custódia Provisória da PM, em Lauro de Freitas, à disposição da Justiça. De acordo com Pitta, os profissionais descumpriram o artigo 149 do Código Penal Militar, relativo a crimes militares em tempos de paz e crimes contra a autoridade ou disciplina militar. Entre eles, está a proibição de “reunirem-se militares ou assemelhados: agindo contra a ordem recebida de superior ou negando-se a cumpri-la; recusando à obediência superior; assentindo em recusa conjunta; ocupando quartel, fortaleza ou estabelecimento militar”. Entre as penalidades previstas, há reclusão de quatro a oito anos “com aumento de um terço para os cabeças”. A pena ainda pode variar de oito a 20 anos de prisão, aumentada de um terço para os líderes, em caso dos profissionais terem agido armados.
