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Clima de insegurança afasta foliões do Carnaval de Salvador

Por Leonardo Martins

Foto: Divulgação
Tradicional cidade turística, Salvador ainda sofre consequências da greve da Polícia Militar. A seis dias do Carnaval, o governo do Estado, juntamente com organizadores do evento, busca uma maneira de espalhar uma sensação diferente da vivida pela população soteropolitana, que segue com tensão e medo pelas ruas. O clima de terror espalhado pela cidade compromete a realização da “maior festa de rua do mundo”. Com isso, além da desistência de boa parte dos turístas, o folião baiano também ameaça a não participar da festa.  A contadora Larissa Adorno, de 31 anos, é uma dentre tantos outros cidadãos que não estão satisfeitos com o alto índice de violência. Para ela, o período grevista foi responsável por uma mudança negativa na rotina dos trabalhadores. “A população toda se sentiu insegura. Eu, por exemplo, não saía de casa, não ia para os lugares. Minha rotina ficou alterada completamente. Eu me limitei a fazer o básico, somente o que não poderia deixar de fazer”, contou em entrevista ao Bahia Notícias. Questionada se iria curtir o Carnaval em Salvador, Larissa foi taxativa: “Eu já vou viajar a trabalho. Mas se não tivesse que viajar, ainda sim, não iria para o Carnaval. A cidade está muito violenta, não está boa para sair e curtir”, explicou. Outra que não vai participar da folia é a cabeleireira Dene dos Santos, de 36 anos. Ela, assim como Larissa, atribuiu a insegurança como principal motivo para sua ausência no circuito. “Eu não vou curtir Carnaval. Vou viajar e, devido à situação, não iria para a festa”, disse, ao prosseguir na explicação.  “Três amigas minhas que moram em Natal desistiram de vir para Salvador, por causa disso [violência]. Elas me ligaram e falaram que vão ficar por lá mesmo. Esse medo está em todo mundo. Não dá para vacilar”, concluiu.  
 

 
O instrutor de autoescola, Irapoã Dourado, 58 anos, teme a ida dos filhos ao circuito do Carnaval. Segundo ele, sua família ficará resguardada em casa no período carnavalesco. “Meus filhos não vão. Além deles, muitos conhecidos já falaram que também não irão, justamente pela insegurança que está existindo no nosso estado”, confidenciou. Sobre o andamento do trabalho, Dourado esclareceu sua situação. “Esse período da greve foi ruim para todo mundo. Houve um desgaste muito grande do cidadão. Todo mundo fica com medo de sair nas ruas, de trabalhar, de estudar. No meu caso, os alunos, como toda a população, ficaram preocupados, com medo de comparecer às aulas. Mais da metade dos alunos faltaram”, revelou.

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