Cotado para sair, Negromonte adota lei do silêncio
Por Rodrigo Aguiar
Acuado por denúncias desde o ano passado, o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), parece cumprir os últimos ritos de todos os integrantes de primeiro escalão do governo Dilma que caíram nos primeiros 12 meses de administração da petista. Se antes o deputado licenciado acusava correligionários de tentar plantar notícias contra ele, ou assegurava que tinha a garantia da presidente de permanecer no cargo, ultimamente o pepista parece ter perdido a confiança. Adotou o silêncio. Durante dois dias, o Bahia Notícias tentou contato com o ministro, por números de telefone diversos, para que ele comentasse as informações de que já teria acertado pedir demissão à presidente até o final da semana, depois que ela voltar de sua viagem a Cuba e ao Haiti. Nenhuma das dezenas ligações foi atendida. Também não foi possível estabelecer contato com outro possível exonerado do ministério, o secretário-executivo Roberto Muniz. Ao ouvir a solicitação da reportagem – de que gostaria muito de falar com o ministro – sua assessoria respondeu de bate pronto: “Você e toda a torcida do Flamengo”. Em seguida, a pessoa responsável por intermediar a relação de Negromonte com a imprensa avisou: “Ele não está dando entrevista a ninguém”. Nesta terça-feira (31), em Cuba, ao ser perguntada sobre a situação do titular das Cidades, Dilma foi direta. “As questões relativas ao Brasil, eu já disse para vocês anteriormente, nós discutimos no Brasil a partir de quinta-feira”, declarou.
