Câmara Municipal só realizou uma de cada três sessões previstas em 2011
A Câmara Municipal de Salvador realizou apenas uma de cada três sessões previstas no ano passado. Das 135 sessões que deveriam ter acontecido em 2011, 74 sequer foram abertas porque não havia no plenário 14 participantes, o mínimo exigido pelo regimento interno. Nas 61 vezes em que houve atividades, uma média de 23% dos 41 vereadores não esteve presente. Os edis são obrigados a comparecer no plenário para discutir e votar projetos em apenas três dias da semana – segundas, terças e quartas-feiras. Nos demais dias, eles participam de reuniões das comissões temáticas e despacham em seus gabinetes. Nos dois casos, entretanto, a Casa não possui o controle de presença. Cada vereador custa R$ 2,8 milhões por ano à população soteropolitana. Ao contrário do que acontece na Assembleia Legislativa (AL-BA) e no Congresso Nacional, não há o corte do ponto dos faltosos em seus vencimentos. Para o presidente da Câmara, Pedro Godinho (PMDB), apenas quando o vereador “tem faltas sucessivas, de forma contumaz”, há a advertência por parte da Mesa Diretora. O peemedebista, entretanto, não soube precisar a quantidade de faltas consideradas excessivas. Nos três anos em que está à frente da gestão, Godinho não puniu ninguém por falta de comprometimento. Informações do jornal Correio.
