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Após desprezar Bonfim, Bispo Marinho justifica ausência na Festa de Iemanjá

Por Patrícia Conceição

Foto: Carolina Barreto / Tudo FM
Após desprezar a Lavagem do Bonfim para participar de um encontro partidário em Fortaleza (CE), o deputado federal Bispo Márcio Marinho (PRB) vai ignorar mais uma tradicional manifestação religiosa e popular da capital baiana no ano em que pretende disputar o pleito municipal. Em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5, nesta segunda-feira (30), o fundador e presidente estadual do Partido Republicano Brasileiro revelou que não participará da festa, que acontece nesta quinta (2), no bairro do Rio Vermelho, e criticou o uso dos festejos como “vitrine política”, principalmente em ano de eleição. “Eu não vou. Não podemos nos aproveitar da fé das pessoas para aparecer. A Lavagem do Bonfim, por exemplo, está perdendo o foco. Se as rádios, TVs e os jornais não estivessem lá, será que os políticos apareceriam?”, questionou. Apesar da recorrente ausência em ano de campanha, Marinho valorizou sua pré-candidatura – “Eu sou a noiva cobiçada” – e revelou que ainda sonha em ser o candidato do governador Jaques Wagner. “O povo precisa ter uma terceira alternativa, não se pode apenas ter a opção A ou B [...] A candidatura de algumas pessoas não motiva os eleitores que não gostam de verticalização. Não tenho nada contra Nelson Pelegrino, mas não dá para ser candidato só porque é do partido do governo federal e do Estado”, alfinetou. O bispo do partido da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) não considera um problema a ausência nas festas em ano de campanha e afirma que respeitará os adeptos de religiões afrobaianas caso a possibilidade de assumir o Palácio Thomé de Souza se concretize. “Como prefeito da cidade, a gente vai respeitar todos: homossexuais, lésbicas, pessoas de religiões de matriz africana”, declarou, ao comentar ainda o polêmico vídeo em que o líder da Iurd, Edir Macedo, promove um ritual de exorcismo para “curar” um jovem gay. “Para mim, a homossexualidade é uma opção individual. Se a pessoa escolhe ser homossexual tem que ser respeitada, até porque o corpo é dela”, disse.

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