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Empresa diz que Sucom transformou balão em 'vilão' do Carnaval

Por Rodrigo Aguiar

As determinações da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) quanto ao uso de balões de publicidade durante o Carnaval já causaram reclamações de uma empresa do setor, a Alpha Blimp. A primeira queixa foi relativa à cobrança de uma taxa de licenciamento de R$ 397,07 por unidade. Em contato com o Bahia Notícias, o diretor de marketing da empresa, William Freitas afirmou que a insatisfação foi extinguida depois de uma reunião com o presidente da Saltur, Cláudio Tinoco, na qual o gestor explicou a situação, à luz do decreto 20.505 – o Estatuto de Festas Populares. “O bloco é que vai pagar essa taxa”, afirmou William. Outros pontos fixados no plano de zoneamento do Carnaval elaborado pela Sucom, porém, ainda são alvos de queixas da Alpha Blimp. A autarquia determinou, por exemplo, que, em vez de seguirem no contrafluxo, os balões deverão ser conduzidos por uma via alternativa. A justificativa da Sucom é de que tal medida é necessária para não atrapalhar o deslocamento dos trios. “As ruas onde eu tenho que passar são cheias de árvores e intransitáveis, por causa da quantidade de pessoas”, protestou William, que atribui as restrições ao uso de balões a uma disputa entre grandes empresas. Segundo ele, companhias que investem na cota do Carnaval, mas não utilizam balões como forma de propaganda, estariam insatisfeitas com a mídia espontânea gerada por este tipo de serviço para concorrentes. “Como a Saltur não conseguiu equacionar isso, o vilão é o balão”, acusou. O diretor de marketing reclamou que, nos últimos dias, tem perdido muitos clientes devido à suposta “caça aos balões” feita pelo poder municipal. Freitas ainda defendeu a criação de um sindicato das empresas do ramo para defender os interesses da categoria.      

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