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Boulhosa diz que vagas do Simm para cordeiros não atendem a 10% da necessidade

Por Rodrigo Aguiar

Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
Procurado pelo Bahia Notícias, o presidente do Conselho do Carnaval, Fernando Boulhosa, falou sobre a situação dos cordeiros e comentou a proposta aprovada na Câmara e sancionada pelo prefeito João Henrique (PP), que determinava a seleção exclusiva dos profissionais pelo Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-Obra. Segundo o dirigente, o Simm deveria realizar esse tipo de trabalho o ano todo. Nesta terça-feira (24), foram anunciadas pelo serviço 315 vagas temporárias para a folia momesca e eventos que a antecedem a festa. Dessas, 150 são para cordeiro. “A quantidade de vagas oferecidas pelo Simm não atinge nem 10% da necessidade do Carnaval”, explicou Boulhosa. Apesar de uma participação maior do Simm na oferta de postos de trabalho, o presidente do conselho pontuou que este não é o ponto principal da polêmica relação de trabalho entre empresários e cordeiros. “Na teoria, é muito bom. Mas, na prática, não funciona. Muitas vezes, você tem que contratar em cima da hora. O importante era estabelecer regras, parâmetros”, afirmou. Boulhosa lembrou que a atividade de cordeiro não é regulamentada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e criticou o fato de o debate sobre os trabalhadores sempre surgir às portas do evento. “Isso é demagogia. Não adianta discutir faltando 20 dias”, reclamou. Em meio às críticas, o dirigente não aliviou e incluiu os cordeiros como alvo das suas queixas. “Muitas vezes, o cordeiro, por não ter uma profissão regularizada, não cumpre com as suas obrigações. Porque ele sabe que não 'vai dar nada pra ele'. Em alguns casos, você tem que contratar 100 mil cordeiros quando precisa de 50, porque ninguém tem compromisso”, declarou. 

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