Proibição de acampamento no circuito do carnaval gera protestos de ambulantes
As mudanças anunciadas pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), nesta terça-feira (24), geraram polêmica entre comerciantes que trabalham no circuito da festa. A principal reclamação dos ambulantes diz respeito à proibição da montagem de barracas e acampamentos para o descanso durante os dias do festejo. Para a maioria deles, as novas regras significam a impossibilidade de trabalhar na folia momesca. “Não durmo aqui porque quero. Durmo porque preciso. Sou licenciado e trabalho há 20 anos no carnaval. Se eu deixar minha mercadoria aqui roubam. [...] É absurdo quererem complicar nosso ganha-pão”, reclamou José dos Santos, de 43 anos, em entrevista ao jornal Correio. Segundo Cláudio Silva, titular da Sucom, a proibição é válida para os três circuitos, mas o órgão só ocupará alguns trechos desde a segunda-feira antes do Carnaval. O restante ficará sob a responsabilidade das patrulhas que fiscalizarão a cidade durante a festa. “É o primeiro ano que adotamos essa medida e começaremos pela Sabino Silva, Politeama e o Cristo. Nesses locais as pessoas armam tendas, colocam colchões, fazem casas de plástico, madeirite, com caixas de madeira. Fica tudo desorganizado. Se quiser só dormir, não podemos fazer nada. Mas armar estruturas não vai ser possível”, avisa.
