Metrô: ‘Seria desmoralização se Salvador criasse dificuldades’, diz vice-prefeito
Por Evilásio Júnior
O vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), assegurou ao Bahia Notícias que não há mais nada pendente no convênio firmado com o Estado para a implantação do metrô da Avenida Paralela. De acordo com ele, o termo de anuência – considerado inicialmente ilegal pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) – em conformidade com a Lei Federal 12.587, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no último dia 3 de janeiro. “Se fosse apenas pró-forma, aí teria sido melhor esperar o prefeito chegar para ser celebrado. As pessoas desconhecem os aspectos formais ou gostam de criar esse tipo de situação vexatória. Pouca gente sabe, mas a gente tinha que se adequar, obrigatoriamente, à Lei Federal que institui as diretrizes da mobilidade urbana. Todos terão que integrar e disciplinar o transporte municipal, querendo ou não”, argumentou. Apesar de o Município ter resistido inicialmente e tentado impor contrapartidas para ceder ao acordo, o parágrafo único do artigo 17 da norma determina que “Os Estados poderão delegar aos Municípios a organização e a prestação dos serviços de transporte público coletivo intermunicipal de caráter urbano, desde que constituído consórcio público ou convênio de cooperação para tal fim”. “Então foi isso que antecipamos. Tinha que ser consórcio ou convênio. O Estado optou por convênio. Seria uma desmoralização se Salvador criasse dificuldades. Criaria por causa de quê? Política-eleitoral partidária? Qual seria a vantagem de se criar um embaraço com o Estado? Fiz porque tinha conversado com o titular [João Henrique]. O Estado estava com pressa. Lauro de Freitas estava com pressa. Salvador também tinha que demonstrar essa pressa. Em face da conurbação, tinha que fazer. Fiz porque não estava passando nada para o governo e sim integrando três sistemas: o de Salvador, o de Lauro de Freitas e o do Estado, que é esse que ainda será implantado”, declarou, ao salientar que o metrô da Paralela foi o primeiro do Brasil acordado nestes moldes.
