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Mesmo com convênio, Estado nega contrapartidas solicitadas pela prefeitura

Por Rodrigo Aguiar/ Evilásio Júnior

Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Cícero Monteiro, revelou ao Bahia Notícias, nesta sexta-feira (20), que a assinatura do termo de anuência do metrô não está condicionada a concessões feitas pelo governo às contrapartidas exigidas pela prefeitura de Salvador. O chefe da Casa Civil, João Leão, que segue na Espanha, tinha declarado ao BN que o Município requeria a devolução de 11% (cerca de R$ 71 milhões) do que investiu na Linha 1 (Acesso Norte-Lapa) e a entrega da gestão dos trens do Subúrbio Ferroviário ao Palácio de Ondina (ver nota). “Não há contrapartida do Estado nos moldes que queria João Leão. O convênio, do jeito que está, permite a integração dos trens no futuro, mas não agora”, adiantou Monteiro. Com o auxílio do seu chefe de gabinete, José Eduardo Capello, o titular da Sedur indicou ainda que será formada, em até 10 dias, uma comissão de mobilidade tripartite. O colegiado será composto por cinco representantes do governo, três da administração soteropolitana e outros dois da prefeitura de Lauro de Freitas, e terá a missão de estudar o planejamento das vias alimentadoras do metrô, o chamado Sistema Auxiliar de Alimentação. As rotas de ônibus, que ainda não foram deliberadas, terão a operação gerida pelo Estado. “As linhas serão definidas paulatinamente. O convênio é macro. Os detalhes só serão acertados depois”, relatou. Os itinerários atenderão a localidades que estejam a, no máximo, cinco quilômetros do metrô.

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