Nordeste abriga maior número de famílias vulneráveis, aponta Ipea
Um esboço do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mede a vulnerabilidade das famílias, do ponto de vista econômico, apontou que a maior parte da população nestas condições está concentrada nas áreas rurais do Nordeste. O estudo leva em conta a capacidade das famílias brasileiras de reagir às dificuldades sociais e econômicas. O índice de vulnerabilidade das famílias foi medido com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e leva em conta seis dimensões: vulnerabilidade social, acesso ao conhecimento e ao trabalho, escassez de recursos, desenvolvimento infanto-juvenil e condições habitacionais. A restrição do acesso a oportunidades de maneiras diversas, seja pela qualidade inadequada da habitação em si ou pela sua precária localização, foi um dos exemplos citados pelo coordenador do estudo, Bernardo Furtado, na apresentação dos dados. Na região nordestina, o índice de vulnerabilidade teve maior decréscimo no Maranhão (17,7%), seguido da Bahia (16,3%), do Piauí (15,9%), Rio Grande do Norte (14,8%), Ceará (14,5%), de Pernambuco (14,3%), Alagoas (12,8%) e da Paraíba (12,3%).
