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Governo argentino acusa Petrobras de integrar cartel

O ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, e o presidente interino, Amado Boudou, acusaram a Petrobras e outras quatro petrolíferas de praticarem “cartelização” de preços nas vendas no atacado de diesel. De acordo com dois dos homens mais importantes do governo argentino, as empresas Petrobras, Repsol YPF, Shell, Esso e Oil adotariam “sobrepreços” que, em média, superariam em 8,4% os valores cobrados no mercado de varejo. Boudou e de Vido afirmaram que as companhias “abusam de sua posição dominante”. As companhias serão investigadas pela Comissão Nacional de Defesa da Concorrência. Reportagem do jornal O Globo tentou contato com o escritório da Petrobras em Buenos Aires, que não quis se pronunciar sobre o assunto. Representantes da estatal brasileira foram surpreendidos pelas declarações e discutiram o tema em reunião na sede da empresa na capital argentina. A área a ser investigada tem o amplo domínio da Repsol-YPF, que controla cerca de 65% das vendas. Outros 20% são dominados pela Shell, que há alguns anos mantém desavenças públicas com o governo Kirchner. A Petrobras (6%), a Esso e a Oil compartilham os 15% restantes. Na entrevista realizada nesta segunda-feira (16) no Ministério da Economia, o titular do Planejamento classificou a Shell como inimiga do governo. “No caso da Shell, apelamos para as autoridades regionais e mundiais, porque (Juan José) Aranguren (presidente da Shell na Argentina) foi um sistemático opositor de todas as políticas deste governo”, disse.

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