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Metrô: Wagner diz que exigência da prefeitura não tem ‘nada a ver’

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
A exemplo do que fez o deputado federal Nelson Pelegrino (PT), o governador Jaques Wagner também reclamou da conduta do secretário municipal da Casa Civil, João Leão, que, em entrevista ao Bahia Notícias, condicionou a assinatura do termo de anuência para a implantação do metrô da Paralela a uma contrapartida do estado. Durante o cortejo da Lavagem do Bonfim, Wagner disse que a exigência da prefeitura não tem propósito. "Não estou entendendo nada. Eu estou querendo dar um presente para a cidade e ele ainda quer contrapartida? Não tem nada a ver”, declarou. O governador também destacou o longo tempo de duração das obras do metrô. “Eu espero não ter que dizer para a cidade que a prefeitura não quer o metrô. Eu estou tentando resolver o problema e eles acham ruim”, avaliou. João Leão, por sua vez, explicou o que quer em troca da assinatura do termo: o “ressarcimento” de R$ 71 milhões investidos no metrô com recursos da própria prefeitura e o gerenciamento do trem do subúrbio. O secretário ainda aplicou a mesma metáfora que utilizou na última terça-feira para falar sobre o assunto. “Se o governo quer comer a carne deve levar o osso também”, defendeu. O tema será debatido em uma reunião agendada para o próximo dia 27.

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