Votação da Louos: Pelegrino diz não concordar com manobra, mas admite que divisão do PT foi estratégia para mobilidade
Por David Mendes/ Evilásio Júnior
O deputado federal Nelson Pelegrino, pré-candidato a prefeito de Salvador pelo PT e detentor de grande influência sobre a bancada do partido na Câmara, explicou, em entrevista ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (5), após a cerimônia de posse do novo secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, que a divisão dos vereadores foi uma estratégia para aprovar o projeto de mobilidade urbana, de interesse do governo. De acordo com o parlamentar, que se mostrou irritado com a avalanche de perguntas dos jornalistas sobre a votação da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos), apesar de a bancada não concordar com a manobra da base do prefeito João Henrique (PP), que inseriu itens do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) – barrado na Justiça – como emendas ao projeto, não houve outra opção senão parte dos petistas endossarem o que o Ministério Público considerou como “burla”. “Nós achávamos que a Louos não era prioridade, só que, como foi construída a pauta de votação, o projeto da mobilidade ficou por último. Ou a parte da bancada do PT votava nos projetos, ou então a sessão teria caído e não teríamos votado a mobilidade. Nós perdermos seis meses nessa discussão do metrô. Então, uma parte votou para garantir o quórum e a outra parte não votou. Foi isso a votação”, justificou. No pleito, Gilmar Santiago, Marta Rodrigues e Vânia Galvão foram contrários e Alcindo da Anunciação, Dr. Giovanni, Henrique Carballal e Moisés Rocha favoráveis. Em relação à apreciação da Louos, ele garante que pregou cautela aos edis trabalhadores. “Eu acho que não deveria votar o projeto da Louos como foi votado porque, de certa forma, se ele estava subjúdice, deveria aguardar a decisão judicial para tomar essa decisão e discutir com mais calma”, ponderou. Sobre o PDDU, segundo Pelegrino, também só interessa ao partido a parte referente às execuções previstas para a Copa do Mundo de 2014.
